A Boneca

Hoje fui na aula de canto e na próxima semana vou começar a estudar a ária da boneca, Les Oiseaux Dans La Charmille, da ópera Les Contes D’Hoffmann, de Jacques Offenbach. Estou muito feliz porque é uma ária que eu adoro!!

Já postei vídeos dessa ária aqui, mas aí vai mais um. Com a Roberta Peters, que parece um passarinho!!

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Sonhei com Pas-de-Deux

Hoje eu sonhei com essa música, o Pas-de-Deux do balé The Nutcracker, de Tchaikovsky.

Apesar de não ser ópera, vou postar aqui um vídeo da Béjart Ballet Lausanne, simplesmente porque é… lindo. Com Cristine Blanc e Domenico Levrè.

Ai, que delícia.

Programe-se – Trans Ópera

Certeza que o Caio vai ficar mais elegante!!

Essa eu preciso muito divulgar!! Trata-se do meu professor de canto, Caio Ferraz, que vai participar de uma apresentação na Sala Olido e no Teatro João Caetano. Pelo que eu vi da foto no pôster de divulgação, promete!!

O espetáculo Trans Ópera – Uma Paródia de Cenas Famosas foi inspirado no grupo americano La Gran Scena e reúne vozes masculinas que cantam em falsete árias famosas.

Sinopse
Uma companhia lírica chega da Europa para uma temporada no Municipal, trazendo no elenco duas divas, uma francesa e uma italiana, com seus respectivos namorados, que também são cantores líricos.

Árias
Abertura da ópera “Norma” (Bellini)
Inneggiamo, “Cavalleria Rusticana” (Mascagni)
Habanera, “Carmen” (Bizet)
O don fatale, “Don Carlo” (Verdi)
Guerrieri, è preso il tempio!, “Nabucco” (Verdi)
All’idea di quel metallo, “O barbeiro de Sevilha” (Rossini)
La ci darem la mano, “Don Giovanni” (Mozart)
Ah, quel diner, “La perichole” (Offenbach)
Ach, ich fühl’s, “A flauta mágica” (Mozart)
È un anatema, “La Gioconda” (Ponchielli)
La donna è mobile, “Rigoletto” (Verdi)
Votre toast e C’est toi? C’est moi!, “Carmen” (Bizet)
Io tenni la promessa, “Tosca” (Puccini)
Viens, Malika,”Lakmè” (Delibes)
Au fond du temple saint, “Les Pêcheurs des Pèrles” (Bizet)
Barcarolle, “Os contos de Hoffmann” (Offenbach)
Un di se ben rammenti, “Rigoletto” (Verdi)
Bassa Selim lebe lange, “Rapto do serralho” (Mozart)

Elenco
Diógenes Gomes
Caio Ferraz
Ricardo Iozi
Sérgio Wernec
Sandro Bodilon

Piano: Karin Uzun
Roteiro e cenografia: João Malatian
Direção cênica e musical: Eloisa Baldin

21/09 (terça-feira) 18h30
Sala Olido
Av. São João, 473
11 3397-0171

23/09 (quinta-feira) 20h
Teatro João Caetano
Rua Borges Lagoa, 650
11 5573-3774

Ingressos grátis uma hora antes na bilheteria.

Temporada 2010/2011 do Met

Dia 27 de setembro começa a temporada 2010/2011 do Metropolitan Opera de Nova York com direito ao nosso Paulo Szot no elenco!! A Opening Gala será com a nova produção de Robert Lepage para Das Rheingold, com Bryn Terfel no papel de Wotan, Stephanie Blythe (sobre quem eu já falei aqui) como Fricka, e regência de James Levine. Das Rheingold (O Ouro do Reno), de Richard Wagner, é a primeira das quatro óperas que compõem a tetralogia Der Ring Des Nibelungen (O Anel do Nibelungo). Um desafio e tanto para produção e cenografia, mas que certamente valerá a pena.

Outros pontos altos da temporada, na minha humilde opinião:

Armida (Rossini), com Renée Fleming
Ariadne auf Naxos (Strauss), com Joyce DiDonato interpretando o compositor
La Bohème (Puccini), simplesmente por ser La Bohème, com produção do Franco Zefirelli e Joseph Calleja dividindo o papel de Rodolfo com outros três tenores
Carmen (Bizet), com Elina Garanca e Roberto Alagna e, nos dias 5, 8 e 13 de janeiro, o brasileiro Paulo Szot interpretando Escamillo
Le Comte Ory (Rossini), com um elenco de peso: Juan Diego Flórez, Joyce DiDonato e Diana Damrau
Don Pasquale (Donizetti), com Anna Netrebko como Norina, papel que a tornou uma estrela do Met, e regência de James Levine
Iphigénie en Tauride (Gluck), com Susan Graham e Plácido Domingo
Lucia di Lammermoor (Donizetti), com Natalie Dessay e Joseph Calleja
Rigoletto (Verdi), com Diana Damrau e Joseph Calleja
Roméo et Julliette (Gounod), com Angela Gheorghiu e regência de Plácido Domingo
Il Trovatore (Verdi), com Patricia Racette, Marcelo Álvarez, Dmitri Hvorostovsky e regência de James Levine
Die Walküre (Wagner), outra parte de Der Ring Des Nibelungen, com Bryn Terfel, Deborah Voigt e Stephanie Blythe

Grandes óperas, grandes estrelas, grandes produções, grande tudo. Ah, se fosse aqui na esquina.

Programe-se – Norma

Que bela surpresa voltar de férias e saber que vai ter Norma no Theatro São Pedro!! Eu que sou apaixonada pelo Bel Canto, amei!!

Norma
Vincenzo Bellini
Ópera em dois atos, com libreto de Felice Romano, baseada na tragédia de L. A. Souvet. Estreou em Milão em 26 de dezembro de 1831.

Sinopse
Norma, sacerdotisa druida, é apaixonada por Polione, oficial romano com quem secretamente tem dois filhos. Este, por sua vez, pretende ir a Roma com Adalgisa, que pede ajuda de Norma no momento em que ela planeja a revolta dos druidas contra a ocupação romana.

06/10 (quarta-feira) 20h30
07/10 (quinta-feira) 20h30
08/10 (sexta-feira) 20h30
09/10 (sábado) 17h
10/10 (domingo) 17h

Elenco 1 (qua/ sex/ dom)
Maria Pia Piscitelli (Norma)
Marcello Vannucci (Pollione)
Denise de Freitas (Adalgisa)
Federico Sacchi (Oroveso)
Elisabete Almeida (Clotilde-soprano)
(Flávio-tenor)

Elenco 2 (qui/ sáb)
Ana Paula Brunkow (Norma)
Rinaldo Leone (Pollione)
Edineia Oliveira (Adalgisa)
Eduardo Janho-Abumrad (Oroveso)
(Clotilde-soprano), (Flávio-tenor)

Orquestra do Theatro São Pedro

Regência: Maestro Emiliano Patarra
Direção Cênica: Ugo Giorgetti
Cenografia: Carla Caffé

Duração: 165 minutos (incluindo um intervalo de 15 minutos)

Theatro São Pedro
Rua Barra Funda, 171 – Barra Funda
São Paulo – SP
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
Informações: (11) 3667-0499 (quarta a domingo, 14h às 19h)
http://www.ingressorapido.com.br

Francesca da Rimini no Holland Park

Voltei de férias. Depois de um tempinho sem escrever, volto para contar da apresentação que vi de Francesca da Rimini, ópera de Riccardo Zandonai, no Holland Park, em Londres.

A ópera estreou em 1914 no Teatro Regio de Turim. Conta a história de Francesca, uma nobre medieval italiana conhecida por sua beleza, que inclusive foi retratada na Divina Comédia, de Dante Alighieri.

Francesca é prometida a casamento pelo pai ao disforme Gianciotto. Como sabia que ela recusaria, seu pai apresenta-lhe o irmão de Gianciotto, Paolo, como seu noivo. Francesca e Paolo se apaixonam, mas é com Gianciotto que Francesca descobre que se casou.

Uma história real que tem tudo para terminar em tragédia. No enredo, claro, pois a apresentação foi linda. Uma encenação despretensiosa e assim mesmo, rica.

Ponto alto: Cheryl Baker e Julian Gavin com os personagens Francesca e Paolo totalmente incorporados.

Ponto baixo: que não é exatamente baixo, mas uma questão de gosto. Essa ópera de Zandonai é muito mais recitativa que melodiosa, não possui grandes momentos melódicos ou grandes árias memoráveis. Por outro lado, isso contribui para o detalhamento e desenvolvimento do enredo que nos prende como uma bela peça de teatro. Mas eu, particularmente, sou mais verdiana.