Projeto Guri – Aulas gratuitas para crianças

O Projeto Guri está abrindo as matrículas para aulas gratuitas de música para crianças e adolescentes, em horários complementares ao escolar. São cursos de canto e instrumentos musicais. Não tem desculpa para a criançada não se envolver com a música!!

Matrículas: 1 a 12 de fevereiro
Início das aulas: 22 de fevereiro
Requisitos: ter entre 6 e 18 anos, estar matriculado e freqüentando uma escola
Não é preciso ter instrumento musical
Para a matrícula: pais e filhos devem ir ao pólo do Projeto Guri com comprovante de matrícula escolar e certidão de nascimento

Para saber onde é o pólo mais próximo de sua casa, clique aqui.

O Projeto Guri participa de grandes eventos, como o Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, e inclusive acompanhou Roger Waters (Pink Floyd) em seu show em São Paulo. O Projeto está presente em mais de 300 cidades do Estado de São Paulo. Então não precisa morar na capital. Aproveitem!!

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Callas e o coro

No vídeo abaixo que eu postei da Maria Callas cantando Casta Diva, é engraçado notar uma coisa: o coro se embanana entre 3’08” e 3’18”, e então a Callas vira momentaneamente a regente do coro. Com um aceno de mão em 3’18”, coloca todo mundo de volta no tempo e entra com a voz na hora certa, sem se deixar levar pela confusão. Stupenda!!

Mergulhando em Callas

Ouvindo Casta Diva, na voz de Maria Callas, fico com vontade de mergulhar no Mar Egeu, onde, na primavera de 1979, as cinzas da cantora foram jogadas… é o mais próximo que posso chegar a essa divindade que tocou a terra física e emocionalmente.

Quando aplaudir?

Quando fui à apresentação da Sumi Jo no ano passado, escrevi que muitos a aplaudiram fora de hora. Mas o que é isso? É preciso que existam regras até para a hora de aplaudir? Não é muita frescura?

Na verdade, não. Nesse assunto, todo protocolo tem um porquê e, na minha opinião, são essas coisas que ajudam a manter a tradição e a grandiosidade da ópera e dos concertos eruditos.

Aplaudindo na hora errada, pode-se desconcentrar os músicos ou inclusive interferir no que se está sendo ouvido, porque até o silêncio tem um significado na música erudita.

Então, qual é a hora certa de aplaudir? Existem várias situações, mas, no geral, funciona assim:

Quando o spalla entra
O spalla é o líder dos violinos e representante da orquestra. Ele entra depois que a orquestra já está posicionada. E quando entra, a platéia o aplaude.

Quando o regente entra
Depois do spalla, entra o regente (também conhecido como maestro), que também é recebido por aplausos.

Quando uma ária termina
Em uma ópera, após uma ária bem interpretada, costuma-se aplaudir o(s) cantor(es). O elenco fica estático enquanto os aplausos não cessam, como se tivessem congelado a câmera. Para quem está se iniciando no assunto, as árias são aquelas partes da ópera mais musicadas, as canções dentro da ópera (mas ária tem um significado mais amplo: não precisa necessariamente estar dentro de uma ópera e pode ser somente uma peça instrumental).

Em um momento excepcional
É raro, mas acontece de se aplaudir o cantor antes do final da ária, quando ele faz algo excepcional, como sustentar uma nota por muito tempo, acertar um tom dificílimo, ou uma ornamentação muito complicada. Foge às regras, sim, mas isso é aceito como uma forma de louvor da platéia, como se ela não tivesse aguentado esperar até o final para parabenizá-lo.

Ao fim de um ato
Na ópera, normalmente o final de um ato é marcado pelo final de uma ária, e a platéia aplaude nessa hora.

Ao fim de uma peça
Deixando a ópera de lado, agora em concertos: em uma peça formada por movimentos (ex: 6ª Sinfonia de Beethoven, formada por 5 movimentos), há uma pausa entre um movimento e outro. Não se deve aplaudir nessa pausa, somente quando a peça termina e o regente se vira para a platéia.

Nas entradas dos solistas
Em um recital, costuma-se aplaudir os solistas, o pianista e outros instrumentistas a cada vez que eles entram no palco. Por exemplo, se uma solista canta três árias e sai para trocar de roupa, devemos aplaudi-la novamente quando entrar, assim como os instrumentistas que a acompanham.

No final do espetáculo
Nessa hora, aplaudimos os artistas que vem ao palco nos cumprimentar. Eles vem em grupos e, ao final, juntos. A platéia continua aplaudindo quando saem do palco, e então eles entram novamente para agradecer os aplausos. Eles vão e voltam quantas vezes forem necessárias, até a platéia terminar de aplaudir.

Para pedir bis
Quando a platéia quer que o cantor volte para mais uma ou duas árias ou canções, todos aplaudem em uníssono, com as batidas no mesmo compasso, até o solista voltar ao palco.

Vale ainda gritar Bravo!! e ficar de pé, quando as palmas não são suficientes para demonstrar todo seu entusiasmo.

Para apaziguar (ou atiçar) a vontade

Se você é como eu e não agüenta esperar até o concerto de agosto, aí vai um vídeo de uma apresentação do Concerto para piano nº 21, K 467, de Mozart (2º Movimento). Com Daniel Barenboim e a Filarmônica de Berlim.

Mozarteum Temporada 2010

O Mozarteum Brasileiro divulgou sua programação da Temporada 2010 e tem muita coisa legal!! Já estou esperando ansiosamente pelos concertos do dia 2 e 3 de agosto com a Heidelberger Sinfoniker, na Sala São Paulo, em que vão tocar, entre outros, o maravilhoso Concerto para piano nº 21, K 467, de Mozart.

Em setembro, haverá um concerto no Ibirapuera com a Orquestra Filarmônica de Munique, regida pelo maestro Zubin Mehta. O mesmo concerto ocorrerá ainda na Sala São Paulo e no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

A primeira atração da temporada será dias 27 e 28 de abril, com a Ensemble Berlin tocando Rosetti, Dauprat, Mozart, Onslow e Reinecke, na Sala São Paulo.

Mais informações sobre a programação, aqui.

Ingressos à venda a partir de março no Mozarteum Brasileiro (11 3815-6377), na bilheteria dos teatros ou no Ingresso Rápido (11 4003-1212) www.ingressorapido.com.br.

Você também pode adquirir assinatura para a temporada em 11 3815-6377.

Programe-se – Susan Bullock

Depois de uma temporada como Elektra (Richard Strauss), no Met, a soprano inglesa Susan Bullock estará em São Paulo em março para uma série de concertos na Sala São Paulo. Ingressos à venda a partir de 17 de fevereiro!!

Confira a programação:

4/3 (quinta-feira) – 21h – Jacarandá
5/3 (sexta-fera) – 21h – Pequiá
6/3 (sábado) – 16h30 – Ipê

Yan Pascal Tortelier – regente
Lars Vogt – piano
Susan Bullock – soprano
Orquestra da OSESP
Coral Paulistano
Coro Sinfônico da OSESP

Felix Mendelssohn – Bartholdy
Ruy Blas, Op.95: Abertura
Robert Schumann
Concerto para Piano em lá menor, Op.54
Claude Debussy
Prélude à l’Après-midi d’un Faune
Florent Schmitt
Salmo 47, Op.38

Ingressos:
Térreo
Platéia Central R$ 78,00
Platéia Elevada R$ 64,00

Mezanino
Balcão Mezanino R$ 122,00
Camarote Mezanino R$ 92,00
Coro R$ 44,00

1º Andar
Balcão Superior R$ 38,00
Camarote Superior R$ 36,00

Sala São Paulo
Praça Júlio Prestes, 16.
Tel: 55 11 3223 3966

Bilheteria:
Seg a sex: 10h às 18h
Sáb: dias de apresentação, 10h às 16h30 ou até o início do concerto.
Dom e feriados: dias de apresentação, desde duas horas antes do concerto.

A Flauta Mágica e a Maçonaria

Parte 1

A Flauta Mágica (Die Zauberflöte), de Wolfgang Amadeus Mozart, é uma ópera conhecida, mas nem todo mundo sabe que ela é repleta de simbologia maçônica.

Mozart era maçon e o libretista da ópera, Emanuel Schikaneder, seu companheiro de loja maçônica. Foi durante a Revolução Francesa que eles compuseram essa obra-prima.

Em A Flauta Mágica, muito resumidamente, o príncipe Tamino tenta salvar Pamina, filha da Rainha da Noite que teria sido sequestrada por Sarastro. Para isso, é acompanhado por Papageno, um caçador de pássaros que tenta encontrar uma mulher para se casar. Levam consigo um carrilhão e uma flauta mágica, para ajudá-los em sua missão. No decorrer da ópera, descobrimos que a Rainha da Noite é perversa e perigosa, e que Sarastro é um homem bom, que ajuda Tamino e Pamina a alcançarem o amor e a sabedoria, após passarem por provas de iniciação. Papageno, que é expulso do templo por não conseguir cumprir a prova do silêncio, acaba, finalmente, encontrando o que mais queria na vida: sua Papagena.

Já para começar a entender a simbologia maçônica, os personagens tiveram suas fontes de inspiração: a Rainha da Noite seria uma representação da Imperatriz Maria Teresa e seu governo absolutista, que proibiu a maçonaria na época. O príncipe Tamino seria José II, filho de Maria Teresa que a sucedeu no trono e permitiu a volta das assembléias maçônicas. Pamina seria a Áustria, que é libertada e trazida para a luz da maçonaria por Tamino, e Sarastro teria sido inspirado no geólogo Ignaz Von Born, líder de uma das mais importantes lojas maçônicas austríacas, A Verdadeira Harmonia. A segunda ária de Sarastro, In Diesen Heil’Gen Hallen, reproduz os ideais da maçonaria. Papageno e Papagena representam o bom homem comum, com seus desejos e preocupações usuais: família, casa e comida. Já Monostatos seria uma sátira aos jesuítas, que se opunham à maçonaria.

Continua…

Curso Óperas Raras

A Augôsto Augusta iniciará um curso sobre óperas raras, dentro de seu espaço Augôsto Augusta Cultural.

Serão estudadas obras de compositores como Verdi e Berlioz, que apesar de sua altíssima qualidade, não chegaram a ser tão conhecidas como suas outras óperas mais populares. Vale a pena!!

Óperas Raras
Prof. Jorge Coli
09/03 a final de junho
3ªs feiras, das 14h às 16hR$ 280,00 por mês

Augôsto Augusta
Rua Augusta, 2161, São Paulo – SP
Inscrições pelo telefone (11) 3082 1830 com a simpática Regina, ou pelo fax (11) 3088 1013.