Juan Pons no Brasil

Ouvi dizer que a Cia. Ópera São Paulo vai trazer o Juan Pons para a temporada 2010 logo no início do ano, em uma série de masterclasses e, quem sabe, concertos. Já estou esperando!!

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Programe-se – Tributo a La Berganza

30/11 (segunda-feira) 21h

Recital homenageando a presença da mezzo-soprano espanhola Teresa Berganza. O elenco será formado pelos alunos das masterclasses ministradas pela cantora, com organização da Cia. Ópera São Paulo.

Elenco:
Mere Oliveira (mezzo-soprano)
Keila de Moraes (mezzo-soprano)
Miguel Geraldi (tenor)
David Marcondes (barítono)
Randal Oliveira (barítono)
Guilherme Rosa (barítono)
Tati Helene (soprano)
Maria Rasetti e Vitor Philomeno (pianistas)

Programa: Árias das óperas O Barbeiro de Sevilha, Guilherme Tell e L’Italiana in Algeri (Rossini), Carmen (Bizet), Don Giovanni e As Bodas de Fígaro (Mozart) e A Dama de Orleans (Tchaikovsky).

Theatro São Pedro
Rua Barra Funda, 171 – Barra Funda
São Paulo – SP
Ingressos: Entrada franca
(11) 3667-0499 (quarta a domingo, 14h às 19h)

Programe-se – O Barbeiro de Sevilha

Estou feliz que a APAA esteja realizando várias óperas nesta temporada no Theatro São Pedro. Ainda há quatro oportunidades de ver o Barbeiro de Sevilha.

25/11 (quarta-feira) 20h30
27/11 (sexta-feira) 20h30
29/11 (domingo) 17h
01/12 (terça-feira) 20h30
03/12 (quinta-feira) 20h30

O Barbeiro de Sevilha
Gioachino Rossini

Ópera-bufa em 2 atos, com estréia em 1816.

História: Bartolo disputa o amor de Rosina com o Conde Almaviva, que é ajudado por Fígaro.

Solistas:
Rodrigo Esteves (Fígaro)
Luciana Bueno (Rosina)
Flávio Leite (Conde de Almaviva)
Saulo Javan (Don Bartolo)
Eduardo Janho-Abumrad (Don Basilio)
Priscila Zamlutti (Berta)
Ricardo Bruns (Fiorello)
Marcos Kacza (um oficial)

Produção: APAA. Direção cênica de William Pereira. Orquestra Jovem Municipal de Guarulhos e Coral Vozes de São Paulo regidos por Emiliano Patarra. Direção artística de Paulo Abrão Esper.

Theatro São Pedro
Rua Barra Funda, 171 – Barra Funda
São Paulo – SP
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
(11) 3667-0499 (quarta a domingo, 14h às 19h)
http://www.ingressorapido.com.br

Il Trittico no Metropolitan

Estive este feriado em Nova York onde pude assistir à encenação de Il Trittico, obra de Puccini que reúne 3 óperas de um ato cada: Il Tabarro, Suor Angelica e Gianni Schicchi. Assisti no Metropolitan Opera House, o mesmo lugar onde Il Trittico estreou, em 1918 (o que já foi uma felicidade à parte).

A noite teve vários pontos altos, mas na minha opinião, o maior deles foi a produção, especialmente o cenário. Esta obra tem um complicômetro a mais para a equipe de produção, já que eles tem que mudar em poucos minutos o cenário de uma ópera para outra, sendo que a primeira não tem nada a ver com a segunda que não tem nada a ver com a terceira. E nisso eles foram mestres. E os cenários, maravilhosos. Gosto de cenários tradicionais que não ficam querendo ser irreverentes e não buscam inventar a roda. Claro, a criatividade é sempre bem vinda, como a destes cenários que utilizaram perfeitamente a perspectiva distorcida para dar uma maior sensação de profundidade, a ponto de a gente achar que tinha um prédio de fábrica inteiro dentro do palco. Mas gosto quando reproduzem a estética e o clima da época que o compositor pensou para ela. Não quero ver uma ópera daquela época encenada nos dias de hoje. Hoje eu conheço. Eu quero ler a mente do compositor, até onde isso for possível.

A soprano Patricia Racette, que protagonizou as três óperas, foi muito bem, mas deixou um pouco a desejar na primeira, Il Tabarro, na minha opinião. Mas logo imaginei que talvez seu forte fossem notas mais agudas que as do seu papel de Giorgetta. Pensei que estaria melhor em Suor Angelica, por seu personagem entoar notas agudas de desespero de uma mãe que perde o filho. E comprovei, esteve muito bem. Terminei esta ópera igualmente desesperada. Ela conseguiu perfeitamente incorporar a dor daquela mãe e passar para o público. Na terceira ópera, Gianni Schicchi, sua personagem canta aquela famosa ária O Mio Babbino Caro, que por si só já é linda. Ela cantou bem. Mesmo sem ter sido uma interpretação espetacular, pois achei que faltou a súplica sarcástica que a ária pede (neste momento, a personagem pede ao pai que ajude a família do seu noivo a dar um golpe do tio rico), me deliciei.

Quem esteve espetacular foi Stephanie Blythe, que apesar de cantar no Metropolitan ainda não teve o reconhecimento que merece. É impressionante o volume e o brilho que essa mezzo-soprano tem em todas as notas. E interpreta maravilhosamente, de uma velha parisiense a uma princesa na Toscana. Roubou o show e os aplausos dos cantores principais, como já fez em outras performances no Met. Também gostei muito de Alessandro Corbelli no papel-título de Gianni Schicchi e da orquestra regida por Stefano Ranzani. Dignos do Metropolitan!!

Programe-se – Pagliacci

11/11 (quarta-feira) 20h30
13/11 (sexta-feira) 20h30
15/11 (domingo) 17h

Pagliacci
Ruggiero Leoncavallo

Pagliacci_Original_Score_Cover

Ópera com prólogo e 2 atos, composta em 1892.

História: Tragédia sobre um marido ciumento em uma companhia de teatro mambembe que se prepara para uma apresentação em uma pequena cidade do interior da Itália.

Duração: Aproximadamente 90 minutos.

Solistas:
Martin Mühle (tenor)
Sebastião Teixeira (barítono)
Manuela Freua (soprano)
Felipe de Oliveira (barítono)
Bruno Facio (tenor)

Produção: Governo do Estado de São Paulo com a APAA. Audiodescrição para portadores de deficiência visual em parceria com o Instituto Vivo. Direção cênica de Livia Sabag. Direção musical e regência de Otávio Simões.

Theatro São Pedro
Rua Barra Funda, 171 – Barra Funda
São Paulo – SP
Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia)
(11) 3667-0499 (quarta a domingo, 14h às 19h)
http://www.ingressorapido.com.br

Ópera onde?

Uma ótima dica para quem vai viajar e quer saber o que estará rolando de ópera e concertos nas redondezas, sem precisar ficar acessando os sites dos teatros. O site operabase.com é um banco de dados completo sobre ópera, e permite que você busque por data, cidade, país e nome de artistas, compositor etc. Além de reunir informações sobre festivais ao redor do mundo, teatros e datas históricas no mundo da música. Também dá para buscar seu artista favorito para saber onde ele se apresentará na próxima temporada. Infelizmente, não há muitas informações sobre óperas no Brasil, mas há sobre outras cidades da América do Sul e, principalmente, Europa e América do Norte. Com versão em português.

A Sagração da Primavera

Em homenagem a esse calor que não dá trégua, uma versão belíssima de A Sagração da Primavera (Le Sacre Du Printemps), de Igor Stravinsky. Um balé cheio de estruturas complexas e dissonantes, sobre rituais primitivos da humanidade (pela temperatura eu colocaria o Verão, de Vivaldi, mas a estação ainda não chegou – na teoria, né?!).

A Sagração da Primavera (parte 1)
London Symphony Orchestra
Conductor Valery Gergiev